segunda-feira, 16 de junho de 2008

Branca, branca, branca...

Ainda me pergunto como consegui assistir até os 20 minutos do segundo tempo do jogo do Brasil contra o Paraguai. Não foi o pior jogo da seleção que cheguei a ver - o da Venezuela foi de doer, por exemplo -, mas foi um dos mais atrapalhados e bisonhos.

Em determinado momento, imaginei Dunga como o cavaleiro Brancaleone, com seu exército de esfarrapados e ingênuos em marcha para conquistar um castelo que acham ter direito. Quando Dunga colocou Adriano, e depois Júlio Baptista, tive a certeza de que o exército de Brancaleone estava em campo. Só faltou os 11 gritarem, no centro do campo, "branca, branca, branca, leone, leone, leone".

Como intuito, foi mais ou menos assim: "Defende, defende, defende", no primeiro tempo. No segundo, "ataca, ataca, ataca". Risível, como se o número de atacantes pudesse mudar alguma coisa ou reordenar taticamente o time em campo - me desculpem pelo clichê, mas me parece que o Dunga não conhece nem os mais divulgados chavões de um técnico de futebol.

Uma seleção com 11 caras em campo que corriam desordenamente, para onde o vento soprava. Um típico coletivo de Brancaleone. A diferença é que Dunga não tem o talento de Vittorio Gassman. Infelizmente. Porque se tivesse o jogo teria sido pelo menos engraçado, e não triste como foi.

3 comentários:

Ivan Grycuk disse...

Sinceramente... não sei se o Dunga vai aguentar muito tempo.

Se acontecer, tomara que não dê a louca no Luxemburgo e ele largue o Palmeiras.

Anna Flávia disse...

espero que não esperem não nos classificarmos para aí, finalmente, escalarem os nossos melhores jogadores.

Gabriel disse...

Ainda bem que eu não assisto mais a esses merdas jogarem...ainda bem...