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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Velho Mundo

Alemanha ou Espanha? Sem dúvida que teremos uma grande final, entre a frieza e a paixão. O torneio em si foi excelente. E pelo nível dos jogos, Brasil e Argentina que se cuidem porque com o futebol apresentado este ano, não irão muito longe na Copa de 2010. Concordo com Zidane quando ele diz que a Eurocopa ainda pode ser mais difícil que uma Copa pelo simples fato de ser um torneio mais curto onde você tem que errar menos. E o critério de desempate é o confronto direto e não o saldo de gols.

Tenho uma opinião positiva e uma negativa quanto à FIFA. A positiva é que sou a favor e aprovo o fim da morte súbita (gol de ouro) e do gol de prata. Uma partida de futebol sempre foi baseada em tempo, não em pontos. A negativa é quanto ao ranking. Não entendo como Argentina pode liderar o ranking se Brasil foi vencedor da Copa América e ainda tem vencido sempre os últimos jogos contra eles (exceto o último). E a Itália que é a atual campeã do mundo não figura nem entre os três primeiros.

E nota dez para a organização da Euro, coisa que a Conmembol deveria copiar sim senhor!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O país amanheceu de luto...

Foi dormir de luto e amanheceu de luto, por que ontem o que ninguém esperava aconteceu, eu não esperava que acontecesse, ninguém esperava, mas aconteceu. Os alemães, lembrando os soldados da (censurado pelo próprio autor) de outrora, foram mortíferos, foram de uma eficácia letal. Ontem os jogadores alemães destruíram sem piedade os sonhos de um pequeno país outrora imperial. Esse povo que por vezes é carrancudo, amargo, triste, áspero e tem consciência disso, e por isso deposita, até mais que outros países, no futebol a esperança do reencontro com suas glorias passadas e do reencontro com sua própria alegria.

 

Os “soldados” alemães ontem acabaram mais uma vez com este sonho, como fizeram em 2006 quando derrotaram Portugal na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo, e como já tinham feito este ano também desclassificando o FC Porto nas quartas de final da Champions League, com a vitória do “desconhecido” FC Schalke 04, cujo capitão e melhor jogador é um tal de Bordon que outrora era zagueiro do SPFC. Destruíram nosso sonho ontem, os de um povo e os meus também, que depois de tanto tempo aqui também já torço pela sorte deste país, e ontem tive consciência de que a sorte deste, atualmente, passa pelo seu sucesso no futebol. Torço ainda mais por que o comandante destes heróis do mar, que ontem foram derrotados bravamente, era um estrangeiro, era um brasileiro e isso é muito importante para os outros brasileiros que aqui vivem.

 

O silêncio que vi ontem aqui parecia mais forte e mais alto do que o silêncio que vivenciei na final de 1998, a tristeza no rosto das pessoas, todas com suas camisas grená, era maior do que a tristeza que vejo no rosto deles diariamente. A incredulidade com a seqüência de gols germânicos, com o discurso de despedida de Felipão, e a incredulidade de ver o melhor jogador europeu da atualidade não conseguir fazer mais, não conseguir vencer a defesa germânica era assustadora. Os rostos dos portugueses ontem demonstravam a derrota. Derrota para a qual ninguém estava preparado. E ninguém acreditava que pudesse acontecer, mas ontem aconteceu. E admito que, às vezes, é por isso que eu adoro tanto o futebol. Mesmo que ontem eu o tenha odiado.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Adeus, Portugal

Em um jogo emocionante, a Alemanha mostrou sua força ao derrotar Portugal por 3 a 2. Com a vitória, a equipe alemã avança às semifinais da Eurocopa, e agora espera pelo adversário que sai no jogo entre Croácia e Turquia. Foi o último jogo da equipe portuguesa sob o comando de Felipão, que agora irá defender o Chelsea.
Schweinsteiger, que ainda não tinha mostrado seu futebol, abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo, após um excelente passe de Podolski. Cinco minutos mais tarde, Klose, de cabeça, ampliou.Aos 41 minutos, ainda na primeira etapa, Nuno Gomes diminuiu. Já no segundo tempo, Ballack marcou o terceiro gol da Alemanha, aos 16 minutos. Nos últimos minutos, Portugal foi com tudo para o ataque. De tanto insistir, Postiga conseguiu marcar aos 42 minutos. Porém, já era tarde.Vitória dos alemães, e fim de linha para Felipão.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Futebol Original

Aquela época se foi. Falo, claro está, da época em que o futebol brasileiro me atraía. Hoje lamento não ser europeu. Fico imaginando como é maravilhoso o campeonato inglês, com os estádios lotados, sempre, e não apenas em finais de campeonatos estaduais, oh não! Também poderia citar o espanhol ou o italiano, mas vou peferir debater sobre coisas máximas, falarei da Eurocopa. Quanta diferença portanto!

Percebo o quão é deprimente acompanhar uma Eliminatória Sul Americana e ver que a Eurocopa é mais atraente. Imaginem vocês então como deve ser uma Eliminatória Européia de Copa do Mundo. O ritmo, a cadência voluptuosa, a tenacidade, tudo lá emociona. Lá o futebol é levado a sério, talvez por isso os estádios estão sempre lotados, o espetáculo transborda. Lá o jogo não pára, a bola quase não sai, é uma verdadeira guerra. Lembra-me os combates da trilogia de J. R. R. Tolkien. Só que lá a disputa é pela bola.

Posso até ser exagerado, mas creio que se Brasil e Argentina fossem europeus, o futebol só existiria em uma parte do planeta. Vou parando por aqui, daqui a pouco teremos França e Itália, Holanda e Romênia. Se até o Dunga vai ver, eu também...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Minha primeira vez...

Ontem decidi assistir ao jogo de uma outra seleção, de um outro país, dentro deste país. Tomei coragem e fui até o pub, aqui a maioria das pessoas assistem aos jogos em bares, sentei pedi um pint (copo grande de guinnes, aquela cerveja preta irlandesa), um prato de amendoins, tremoços e azeitonas e fiquei ali no canto vazio do bar observando. Diferente de assistir a um jogo da seleção brasileira, aqui pude observar como nós torcedores somos quando estamos assistindo a um jogo importante. Sem estar tão diretamente ligado no jogo, na importância e na paixão, nessas coisas de pátria, pude observar as feições, reações, goles, baforadas, os mastigares compulsivos, cigarros, cervejas, sorrisos, palmas, todas as emoções que nunca tinha parado para observar antes, ontem pude vê-las. Sei que nos momentos de felicidade as pessoas sempre procuram outras para beijar, cumprimentar, abraçar. Nos momentos de tensão, os olhos procuram algo no céu, se perdem na fumaça do cigarro, olham para o copo vazio. O jogo foi ótimo, velocidade do inicio ao fim, tensão, pois quem ganhasse avançava direto para as quartas de final, sem precisar se preocupar com o terceiro jogo. No fim Portugal ganhou por 3X 1 da República Tcheca. No fim o futebol se mostrou um retrato do mundo atual, o primeiro gol foi feito por um brasileiro, o segundo por um português e o terceiro foi feito por um cigano e todos estes jogando por uma mesma seleção. O futebol mostra que pode unir mundos e unir pessoas, dentro e fora do campo. Nada é mais real do que o futebol. E no fim foi interessante ver um jogo de outro país, fora de casa, na casa dos outros.