sábado, 25 de setembro de 2010

Dorival Jr. é do Galo.

A diretoria do Galo anunciou na tarde de hoje que Dorival Jr, ex técnico do Santos, será o novo comandante do time.

Depois de uma campanha vexatória (21 pontos em 24 jogos, sendo: 6 vitórias, 3 empates e 15 derrotas) no Campeonato Brasileiro, Vanderlei Luxemburgo foi demitido do cargo após a goleada de 5 x 1, aplicado pelo Fluminense na última rodada.

A torcida já vinha pedindo a cabeça do Vanderlei a bastante tempo. Pelos números citados aí acima, dá pra entender perfeitamente o porque. Precisou de uma derrota humilhante pra isso acontecer.

Somente pra ter uma idéia, a campanha do Galo neste Brasileiro é pior do que a de 2005, ano em que caímos pra segunda divisão (arrepios só de falar!). Para sair da zona de rebaixamento, o time precisa de ter mais de 57% de aproveitamento nesta reta final. Esta % é a mesma obtida pelos time que estão hoje no G4.

A torcida tinha receio de um técnico renomado não querer assumir o time, pelas condições em que nos encontramos. Mas o Dorival mostrou que tem personalidade e confia no seu talento, assumindo uma responsabilidade altíssima. Estamos com você, Dorival! E muito obrigada, Neymar! :-P


Boa sorte, Dorival!
Ainda dá tempo. Que os Deuses do futebol estejam conosco! #ReageGalo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tudo pra Sul-Americana ter sentido!

Ser o campeão da Libertadores não garante para o país vencedor uma vaga a mais na edição seguinte. Essa vaga será preenchida com o campeão da Sul-Americana.

Como o Internacional é o atual campeão da Libertadores, apenas os três primeiros do campeonato brasileiro estarão classificados para a do próximo ano. Por isso, anotem aí, o G-4 do Brasileirão passou a ser G-3.

Além das cinco vagas garantidas para o Brasil, a Conmebol também instituiu que a Argentina terá o mesmo número de vagas, enquanto Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e México terão apenas três cada.

E a única maneira de um país ter um representante a mais no torneio é conquistando também a Sul-Americana.

Achei justo. Antes dessa decisão eu via a Sul-Americana como um campeonato sem sentido algum. Agora tá valendo! ;]

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Templo das Lágrimas

Todo brasileiro já deixou uma lágrima no Maracanã. Desde os idos de 1950 a história do choro tupiniquim se confunde com a do Maior do Mundo. Construído naquele ano para impressionar o mundo com sua majestade, o Estádio Mário Filho foi palco do inominável tantas vezes que seria impossível contar. Mas todos se lembram.


Todos lembram quando alguns centímetros calaram a multidão das multidões, ainda em 1950: O elástico Barbosa não alcançou a pelota e as arquibancadas foram lavadas por lágrimas fidalgas, dos tempos em que o futebol ainda era um desporto identificado com a aristocracia. A torrente de lamúrias transbordou e inundou as ruas do Rio naquela tarde. Alguns historiadores contam que cerca de dois terços da população carioca se encontravam nas imediações do estádio durante a final da Copa.


De lá pra cá, as lágrimas se multiplicaram. Lágrimas de alegria pra alguns, de tristeza pra outros, o Maracanã foi o pano de fundo para a gangorra de emoções que só o velho esporte bretão pode gerar. Tribos nasceram e morreram naquele campo de marte, como geraldinos, arquibaldos e tantas outras. Batalhas épicas mancharam o tapete verde com sangue e suor de valentes soldados que envergavam brasões em seus peitos. Mitos foram construídos dentro e fora das quatro linhas, quase todos irremediavelmente ligados àquela Meca: a metáfora não é imprópria. Um grande sábio já disse que se os ingleses inventaram um esporte, os brasileiros inventaram uma religião.

Uma religião que tem no Maracanã seu maior templo. Uma religião democrática, que põe ombro-a-ombro o capitalista e o operário, verdadeiro ópio das gentes desta terra. Uma religião onde se reza com os pés, com o coração e com os olhos. E boca e garganta que entoam verdadeiros hinos ecumênicos todo domingo. Ou quarta. Ou seja lá em que dia as travas das chuteiras marcarem o gramado. Uma religião que arrebata qualquer um que ousar se aventurar nas imediações de seu templo.

Muito se fala em outros tantos estádios pelo mundo. San Ciro, Camp Nou, Santiago Bernabéu, La Bombonera... nomes que perdem completamente o sentido ao se pronunciar as sílabas sagradas ma – ra – ca – nã.

Se alguém ainda duvida do caráter religioso do Mário Filho, basta dedicar uma tarde à contemplação. Rios de gente peregrinam para lá em toda sessão ecumênica. Se postam preferencialmente em locais onde se possa ter uma boa visão dos ritos, se exaltam, tal qual possuídos pelo santo espírito, no ápice da liturgia: o gol. A bola toca o barbante e a massa salta. Ou se cala. E é aí, e só aí, que se pode ter alguma noção do que é o Maracanã. Quando as lágrimas do religioso, como eu e você, toca o concreto levantado pelos titãs. Sejam lágrimas de felicidade ou de tristeza.

Visite o Maracanã!

Nome: Estádio Jornalista Mário Filho
Capacidade Atual: 82 238
Endereço: Professor Eurico Rabelo, s/n. Maracanã. Rio de Janeiro, RJ.
Inauguração: 16/06/1950

Por Carlos Henrique Vólaro (irmão de Vanessa Vólaro - Amadores F.C.)

Para mais dicas imperdíveis como essa, acesse o Blog Vivo On!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Quando a vida imita a arte"

Ultimamente, é cada vez mais comum goleiros usarem camisas personalizadas. Ao menos hoje em dia, a grande maioria opta por algo discreto, é verdade. Mas, algum tempo atrás, havia os que preferissem estampas mais extravagantes, como o caso do colorido goleiro mexicano Jorge Campos, ou o paraguaio Chilavert. Até o próprio Rogério Ceni já andou usando estampas variadas: as iniciais de seu nome, um avião, uma locomotiva e um caminhão.
Só que alguns ainda fazem questão de ser espalhafatosos. Dois exemplos são o francês Jérémie Janot, do Saint-Étienne e o uruguaio Pablo Aurrecochea, do Guarany. E, não satisfeitos em atuar vestindo cores e desenhos chamativos, resolveram entrar em campo "fantasiados" de Chapolin, Batman, Superman (trajes de Aurrecochea) e Spiderman (de ambos).

O estilo "super-herói": Nas imagens à esquerda, Aurrecochea em ação. No lado direito, Janot e seu modelito "Homem-Aranha", mais rico em detalhes!

Mas não são só os goleiros que "homenageiam" os personagens da ficção.A seleção da Eslovênia, por exemplo, desfilou na Copa do Mundo da África vestindo uma camisa que só diferenciava da camisa do Charlie Brown nas cores:


Já o Bob Sauro parecia usar uma camisa retrô do Arsenal:

Rogério Ceni acabou de fechar um contrato até o fim da carreira com a Reebok, fornecedora de material esportivo do time em que atua, o São Paulo. Agora, só nós resta aguardar se vem alguma surpresa desse tipo por aí. Será que teremos alguma influência vinda do cenário musical brasileiro?

domingo, 19 de setembro de 2010

Volta ao lar.


Curitiba, 18 de setembro de 2010.
Uma data a ser lembrada pela torcida do Coritiba.
O retorno do exílio em Joinville por conta do ocorrido na última rodada do Brasileirão 2009.
Desde o dia 1º de maio, quando empatou em 2x2 contra o Botafogo em amistoso para entrega das faixas aos campeões estaduais do RJ e PR, a torcida coxa-branca não voltara ao Alto da Glória.
Nesses mais de 4 meses o Coritiba mandou seus jogos na Arena Joinville [aqui, mais uma vez, todos os agradecimentos ao JEC, à prefeitura de Joinville e ao povo joinvilense.] e voltou para casa com uma campanha muito melhor do que se poderia esperar de quem disputou 21 partidas longe de casa. 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.
O time do Coritiba, a despeito da boa campanha, é ainda um time irregular, com algumas deficiências graves [como a falta de um lateral direito competente] mas, na festa do retorno, jogou o suficiente para manter um tabu de 25 anos sem perder da Portuguesa em seus domínios.
O placar de 2x0 não veio fácil. O primeiro tempo foi de um futebol sofrível para ambas as equipes. No segundo tempo, principalmente após o gol de Leonardo, o Coritiba conseguiu se soltar e mostrar um pouco do futebol que seus 30mil torcedores foram assistir.
Vale lembrar que a média de público nos 10 jogos em Joinville foi de menos de 3mil torcedores.
Esqueçamos isso agora. Como disse Ney Franco ontem após a partida, o Coritiba não deve mais nada para ninguém.
Agora cabe à torcida coxa-branca transformar o Couto Pereira no 'Inferno Verde' que assusta os adversários, mas sem esquecer que existem regras e que se estas regras não são respeitadas, a punição é severa.
Voltamos!