
A manchete da revista Placar desse mês, traz Ibson, meio campo do Flamengo, na capa com a chamada “Aquele Abraço”.
Ibson deve mesmo deixar o clube da Gávea no meio do ano. A questão não é só Ibson ou o Flamengo. A questão é bem maior. A debandada dos nossos jogadores no meio do ano para o futebol internacional é tão crônica que no fim do Campeonato Brasileiro o campeão não é mais o campeão. Conseguem me entender? As equipes perdem tantos jogadores e muitas vezes não conseguem se reforçar a altura que chegam ao fim desfiguradas. Logo, um time que aparentava não ser tão forte, porém estava entrosado e bem, no início do campeonato, tem seu time degolado tal como suas chances de levar o caneco. Eximo em partes as diretorias dessa culpa. Não há como lutar contra os milhões do futebol internacional. Os jogadores não jogam mais por amor e a prioridade é fazer sua independência financeira.
Quando nos adequaremos ao calendário internacional? Só perderíamos nossas estrelas, (que nem estrelas são) no fim do campeonato, idem pra contratar. Teríamos jogadores jogando dentro da nossa realidade salarial, conscientes disso e consequentemente, com mais afinco. Para mim, o Campeonato Brasileiro não retrata a realidade. O Flamengo era um dos sérios candidatos em 2008, perdeu meio time e despencou. O Inter, perdeu Fernandão. O Vasco, Jean. Botafogo ficou na novela Jorge Henrique. O São Paulo, bem, o São Paulo têm a fórmula mágica que todos os outros não descobriram ou não querem descobrir.
Fato é que para se adequar ao calendário internacional haveriam mudanças drásticas na programação da TV Brasileira assim como as suas cotas, e como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, o tio dono da TV Plim-Plim não quer ver sua milionária e intocável programação de fim de ano substituída por uma partida do povão.